É uma alteração ocular em que os olhos estão desviados, desalinhados. É mais comum em crianças e afeta homens e mulheres, sendo em alguns casos de caráter familiar.

 

Olhos saudáveis capturam duas imagens de um mesmo objeto. Essas imagens são enviadas ao cérebro, que funde ambas em uma única imagem tridimensional, com profundidade.

 

 

Quando há um desalinhamento dos olhos, o cérebro coleta apenas uma imagem, a mais nítida. Com isso, o cérebro não aprende a interpretar a imagem em profundidade, pois a captação de uma única imagem acarreta na perda de noção de profundidade.

 

O adulto que desenvolve estrabismo, geralmente, tem visão dupla. Isso ocorre porque o cérebro aprendeu a receber imagens dos dois olhos e não consegue desprezar a imagem do olho desviado.

 

O tratamento do estrabismo envolve a preservação da visão binocular e o alinhamento dos olhos. Isso pode ser realizado com a prescrição de óculos, tratamentos ortópticos e cirurgia (reposicionamento dos músculos que movimentam o globo ocular).

 

Quando o olho desvia para dentro é esotropia; quando o desvio é para fora, exotropia.

 

Ambliopia

É quando um dos olhos não desenvolve a visão – os olhos alinhados são importantes para o desenvolvimento da visão de cada olho; o desalinhamento pode fazer com que um deles não desenvolva a visão.

 

Crédito: cmnsumd Lazy eye illustration via photopin (license)

 

O cérebro reconhece a imagem do melhor olho e ignora a imagem do olho fraco/ amblíope. Isso pode ocorrer em, aproximadamente, 50% das crianças que possuem estrabismo.

 

A ambliopia pode ser tratada com a oclusão (tampão) do olho bom, com o objetivo de estimular a visão do olho fraco. Para que esse tratamento seja efetivo, o diagnóstico deve ser feito o quanto antes. Além disso, o resultado será melhor se o tampão for realizado até os 6 anos de idade.